200 megapixels é um número de palco. No bolso, o app dispara 12 MP com HDR e um algoritmo que já decidiu o céu pra você.

Não é mentira que o sensor é grande. É mentira que você vive em 200 MP.

Overrated

200 MP no slide

Underrated

o JPEG que o app escolhe sozinho

O que o telefone faz quando você aperta o obturador

Modo padrão: binning, processamento agressivo, sharpening na folhagem, pele de sabão se você deixar o “embelezar” ligado (desliga).

Modo 200 MP: arquivo enorme, luz cobrando caro, detalhe que some no Instagram no segundo crop. Útil pra crop extremo à luz do meio-dia. Inútil na sexta à noite no bar.

Eu contei quantas fotos da galeria, nos últimos 30 dias, estavam em 200 MP. Quase zero. O telefone sabe o que você é. O comercial finge que não.

Zoom “espacial” e outros nomes

Zoom longo neste Ultra é computação com confiança. Em letreiro, impressiona. Em rosto a 10x, vira aquarela. Útil até o ponto em que você ainda reconheceria a placa. Depois disso é conteúdo pra Stories, não evidência.

Se o seu caso de uso é documento, quadro branco, etiqueta de cabo no rack — o Ultra continua um dos melhores “olho no bolso” que existe. Se o caso de uso é “câmera de 200 MP”, você comprou o slide.

Preço BR, de novo

A cada geração o Ultra pede um rim e devolve 0,4 mm a menos e um GPU que o jogo não usa porque o thermal recua. O salto real, quando existe, está no processamento de vídeo e na tela. Não no número do sensor.

Antes de renovar: tira 20 fotos no seu telefone atual no modo que você já usa. Se a reclamação for bateria ou tela quebrada, troca. Se a reclamação for “não tem 200 MP”, não troca. Atualiza o ego.

The Zero.